Morar em república
Grande parte dessas pessoas acha que morar em repúblicas é igual em Malhação e tal. Não os culpo. Também achava.
Quando passei no Cotil, ganhei essa oportunidade de morar sozinho. [Eba!] Apesar de amar toda minha família, eu desejava uma oportunidade dessas há tempos. E assim, morando em uma república cinco dias por semana estou há uns cinco meses.
Então vamos começar a renovar seus conceitos sobre república. Primeiramente, quem assiste a Malhação acha que eu devo morar num sobrado mobiliado com tudo moderninho e limpinho, com um carinha super legal como o presidente, 12 pessoas (entre homens e mulheres) como companheiros de rep. e tudo mais.
Na verdade, moro numa casa de fundo (conhecida com edícula ridícula), com somente mais um amigo, sem presidente ou porra nenhuma do gênero.
Planta da rep. feita em pãintiAlém disso, nossa porta é invertida. Não sei se vocês conseguem imaginar isso, mas os pedreiros colocaram a porta de ponta-cabeça. Pra abrir a porta, você tem que levantar o trinco, em vez de abaixar. Pra trancar a porta com chave, você tem que fazer como se fosse abrir uma porta mais comum.
Outra coisa interessante sobre repúblicas é que todas têm os seus espíritos. Eu acredito que esses espíritos têm origem na brutal quantidade de espermatozóides sacrificados lá, geração após geração. Os espíritos da minha são fortes o suficiente pra me salvar de um super estica (brincadeira da qual um dia eu falo pra vocês) executado no dia do jogo do Brasil.
Morar em repúblicas exige cumplicidade máxima com seu companheiro, afinal você está pisando na urina dele ao tomar banho. O meu companheiro de república fixo é o Sammy (ele é primo de verdade do Sammy, ex-BBB = O), com quem eu moro desde o começo do ano. Nas segundas, e pra esse semestre que se aproxima, Renato (cleptomaníaco lutador de kung fu) vem dormir com a gente. Semestre que vem, tem também Rodolfo (esse visitava o site, então vocês podem imaginar como é a criatura) na área.
Existem coisas imagináveis quando uma pessoa fala que mora em república, como por exemplo a sujeira. Acho que qualquer poderia saber disso, mas acho que ninguém sabe qual é o ponto atingido. Se você procurar no meio à montanha de louças sujas (que só não é maior pela falta de louças), você pode achar, além de cuecas perdidas e cards da Rebelde, formas primitivas de vida.
Isso não é macarrãoNão se enganem. Essas formas de vida estão evoluindo. No final de três anos, vou ter vida inteligente lá. A louça já esta babulciando suas primeiras palavras. Embora eu tenha falado "papai" na frente nela noites e noites, parece que a primeira frase dela é "me lave, pelo amor de Deus".
Nossa geladeira também merece destaque. Ela não é mais cheirosa que qualquer fralda descartada. Já estou resistente a comidas podres e já consigo viver a base de sopa Vono Box.
Há várias outras coisas que mereciam um post inteiro, por isso não vou nem falar. Em suma, morar em um república é fodômico pra caralho. Imagina ano que vem quando o pessoal montarmos a nossa.
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PlayStation2.: Olha que estímulo:









